
O Chico, dias desses, em uma bebedeira amorosa disse: “ existem coisas tão lindas, que eu prefiro não tocar”.
Isso me veio à cabeça, enquanto observava minha sobrinha brincar. Se eu a tocasse, ou chamasse sua atenção, interromperia não apenas o curso de sua brincadeira, mas toda a magia envolvida. Possivelmente, roubaria o sorriso do seu rosto.
Será que foi esse mesmo respeito pela beleza que fez o seu Cesário nunca ver uma ópera inteira em toda sua vida? Mesmo sendo umas das suas paixões. Ou ele preferia partir com elas inacabadas, partindo com elas, ao invés de vê-las finalizadas?
Será que é esse o respeito que devo ter por noites como àquela? Em que as certezas são tão simples como o encaixe das nossas mãos? É... por você, por mim, por Nós, apagarei o seu contato, mudarei de calçada quando te encontrar na rua e, se, por acaso, nossos olhos se cruzarem, te olharei como olho para todos os outros.
Covardia?
Não, coragem. Covardia seria te procurar. Coragem é não tocar em uma história tão linda.
Isso me veio à cabeça, enquanto observava minha sobrinha brincar. Se eu a tocasse, ou chamasse sua atenção, interromperia não apenas o curso de sua brincadeira, mas toda a magia envolvida. Possivelmente, roubaria o sorriso do seu rosto.
Será que foi esse mesmo respeito pela beleza que fez o seu Cesário nunca ver uma ópera inteira em toda sua vida? Mesmo sendo umas das suas paixões. Ou ele preferia partir com elas inacabadas, partindo com elas, ao invés de vê-las finalizadas?
Será que é esse o respeito que devo ter por noites como àquela? Em que as certezas são tão simples como o encaixe das nossas mãos? É... por você, por mim, por Nós, apagarei o seu contato, mudarei de calçada quando te encontrar na rua e, se, por acaso, nossos olhos se cruzarem, te olharei como olho para todos os outros.
Covardia?
Não, coragem. Covardia seria te procurar. Coragem é não tocar em uma história tão linda.